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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"...inconstante e borboleta".

Sabe uma coisa que eu detesto? Rótulos. Convenções. Regras fixas. Modelos prontos. Isso não é uma só coisa, eu sei, mas são farinha do mesmo saco. Nada mais insuportável do que ter que agradar as expectativas alheias. Pra você ser feliz, bem aceita, normal, tem que seguir a cartilhinha hipócrita da maioria. E, na condição de mulher em sociedade tipicamente machista, isso ainda é mais forte. Mulheres não podem subverter a ordem estabelecida, mulheres tem que casar, ter filhos e serem boas mães. E se não forem mães, são tão más, quanto as que são mães ruins.

Dentro dos direitos humanos, não está lá a liberdade individual como algo inalienável?

Mulher é como lagarta, que passa por metamorfoses; sofre as variações de hormônios e humores, de vontades e necessidades. Hoje quero, amanhã não quero, depois de amanhã, quem sabe... Mas, para isso, as que fazem suas escolhas, que moldam seus caminhos à revelia do senso comum, pagam o preço, são alvo da incompreensão dos demais.

Por minha liberdade, eu pago o preço!

[Sobre o título: "E ela não passava de uma mulher... inconstante e borboleta". , Clarice Lispector]


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Cor-de-rosa choque

Maitena - Mulheres Alteradas - In: Site da Gru
[As oito atividades típicas para quando baixar a depressão]

Sabe aquele dia em que você pensa em não ver ninguém, em não fazer nada, a não ser ficar embaixo da coberta, vendo Sessão da Tarde? Pois bem... É hoje!

Mas, é sempre possível dar a volta por cima pra vencer o baixo astral, a variação de humor, a TPM. Ouvir Los Hermanos e se enforcar num pé de coentro podem resolver.

Melhor não continuar, não tô pra papo com ninguém. Se campainha tocar, eu não abro a porta, se telefone tocar, eu digo que não estou. Sem comentário, tá? Não vou responder a ninguém.

domingo, 20 de setembro de 2009

Mulheres, ao poder!

Às vezes penso que esse espaço para minhas elocubrações acabará se transformando num blog de pílulas, sabe? Uma frasezinha qualquer sobre um assunto e só! Sem mais rodeios, sem meias-palavras. Seco. Direto. Objetivo. Não sei... Acabo sendo suscinta ao extremo. É meu lado azul, masculino, que fala nessas horas... Não sei mesmo enfeitar, colocar florezinhas, apesar de gostar bastante das violetas.

Mas... queria mesmo falar de que, então?
Do poder das mulheres e das mulheres no poder.

São coisas bem distintas... Todas as mulheres têm o poder de conseguir aquilo que querem, utilizando de toda a sua astúcia e perspicácia, mas nem todas elas chegam ao poder, aos lugares de comando.

Quando se fala de mulheres ocupando espaços, remete-se a "cotas" que precisam ser garantidas, especialmente no campo político, o que nem sempre é cumprido à risca, mais por falta de candidatas aos cargos do que pelo interesse de se seguir a lei. Ainda há uma certa ojeriza das mulheres pela política, como há em grau semelhante ojeriza da maioria das mulheres em eleger outras para cargos públicos.

Eu diria que essa atitude poderia ser perfeitamente chamada de "machismo". Mulheres machistas não é uma raridade na sociedade brasileira. Mães criam filhos para o mundo e filhas para o casamento. Esposas aceitam ser traídas pelos maridos... Enfim, há uma infinidade de exemplos como esses. Mulheres não votam em mulheres. Mulheres formadas numa sociedade que prega a força masculina como mantenedora e provedora do sustento da Nação, não subvertem, não acreditam nas outras mulheres porque não acreditam em si, no poder que têm.

Mulheres brasileiras, uni-vos! Ocupai os espaços de empoderamento! Ocupai todos os espaços! Porque, queridas, se não fizermos isso, eles o farão!


Para ir além: www.mulheresnopoder.com.br