Sabe, esses dias eu tenho voltado a ser eu...
Tenho mergulhado em mim, apesar de não estar tendo um momento sequer de solidão planejada. Mas estou me olhando por dentro e me vendo como sempre fui, e como nunca mais tinha percebido ser.
O trabalho me despertou.
A mudança me mudou. Ou me desmudou. Me trouxe de volta algumas coisas adormecidas, algumas vontades... Vejo força, vigor, determinação, busca incessante pelo novo, pelo desafio. Me sinto livre. Livre sem sair do lugar, mas livre.
Completamente sagitariana.
sábado, 15 de setembro de 2007
Os versos que te fiz

Deixa dizer-te os lindos versos rarosQue a minha boca tem pra te dizer!São talhados em mármore de ParosCinzelados por mim pra te oferecer.Têm dolência de veludos caros,São como sedas pálidas a arder...Deixa dizer-te os lindos versos rarosQue foram feitos pra te endoidecer!Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...Que a boca da mulher é sempre lindaSe dentro guarda um verso que não diz!Amo-te tanto ! E nunca te beijei...E nesse beijo, Amor, que eu te não deiGuardo os versos mais lindos que te fiz!(Florbela Espanca)
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Rompantes
Ando passando por fases...
Mulher de lua
Mulher de fases
Às vezes me acho bela
Outras tantas não me agüento
Quero mudar o mundo
(ou mudar de mundo?)
E andar ao sabor do vento
Faço rimas pobres
Não tenho dom de cantar
Amo
Odeio
Adoooooooooro...
Pronto!
Acabou o poema.
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
tão SERtão
Sempre gostei de ler matérias sobre formas simples de se viver. E, na verdade, o que mias me chamava a atenção era o olhar de quem descrevia. E, pois, aqui estou eu, com a vista cansada, como disse Otto Lara Resende, vendo e revendo coisas tão belas e tão fáceis de serem descritas, mas impedidas de serem mostradas por essa minha vista anuviada.
Alguém pode imaginar o que é ver o céu verde-azul, misturado com as folhas do pé de umbu que eu sempre me deixo deitar à sua sombra? É uma coisa indizível! Como é indizível ver os pássaros, que eu nem sei os nomes, passeando por lá por cima, enquanto eu aqui da rede me mantenho imóvel para não lhes perturbar a rotina matinal.
Não vejo beleza no que conto!
Vou procurar algo que nunca vi. É muito difícil se afastar do que é conhecido para se dar uma amostra pequena que seja do prazer de viver essas pequenas coisas.
Quem sabe um lago na Chapada, ou uma praia no Ceará não me inspirem mais que esse sertão! Tão ser, tão tão, que me deixa sem palavras!!!
Alguém pode imaginar o que é ver o céu verde-azul, misturado com as folhas do pé de umbu que eu sempre me deixo deitar à sua sombra? É uma coisa indizível! Como é indizível ver os pássaros, que eu nem sei os nomes, passeando por lá por cima, enquanto eu aqui da rede me mantenho imóvel para não lhes perturbar a rotina matinal.
Não vejo beleza no que conto!
Vou procurar algo que nunca vi. É muito difícil se afastar do que é conhecido para se dar uma amostra pequena que seja do prazer de viver essas pequenas coisas.
Quem sabe um lago na Chapada, ou uma praia no Ceará não me inspirem mais que esse sertão! Tão ser, tão tão, que me deixa sem palavras!!!
***
Os dias passam lentos e acabam logo.
Horas, milhares delas, até eu te encontrar.
Entanto, mal nasce, o dia morre.
A eterna contradição humana chega até o tempo.
Dura e não dura.
A eternidade é um só momento.
E um instante é interminável.
Tudo é bom e tudo é saudade.
Quero só o agora, para viver o depois.
Mas não esqueço um só segundo do que vai ser
Do que não vai mais ser e do que virá.
(Em algum janeiro)
***
Os dias passam lentos e acabam logo.
Horas, milhares delas, até eu te encontrar.
Entanto, mal nasce, o dia morre.
A eterna contradição humana chega até o tempo.
Dura e não dura.
A eternidade é um só momento.
E um instante é interminável.
Tudo é bom e tudo é saudade.
Quero só o agora, para viver o depois.
Mas não esqueço um só segundo do que vai ser
Do que não vai mais ser e do que virá.
(Em algum janeiro)
***
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