terça-feira, 21 de junho de 2022

E você? Ainda acredita no Amor?

 


Quantos de nós habitam em nós mesmos?

Quantas versões de amantes, amigos, desconhecidos conversam e desconversam entre si?

De multiversos a mapas astrais, tudo corre pra um só Rio.

Ainda assim, há medo do não-dito e da palavra que corta;

O silêncio é abrigo e estranhamento.

Se antes, a urgência da véspera inquietava,

Os dias, agora, voam para longe.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Meu crepúsculo


É no por-do-sol onde eu estreio no mundo.
Às 17h15min.
Dia 15.
Dezembro.
Fim de Primavera.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Pas de deux pelo universo



O meu hoje é teu ontem
O teu hoje é meu amanhã.

Tempo e espaço desconexos.

Uma rede.
Lençois.
E não te perco de vista.

Daqui posso sentir a altura do teu abraço.
E vejo um barco vindo em minha direção.

domingo, 23 de outubro de 2016

Maré cheia


Sou um oceano transbordando 
Uma inundação de sentimentos 
Sem contenção 
Sem barreiras 
Invadindo todo o meu ser 
Sangrando pelos poros.

Nada me estanca.
O amor mina em mim.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Quem me leva os meus fantasmas?


“De que serve ter o mapa se o fim está traçado? De que serve a terra à vista se o barco está parado? De que serve ter a chave se a porta está aberta? De que servem as palavras se a casa está deserta?”
(Pedro Abrunhosa)



Carpe Diem

Tempo. 

Tempo pros pequenos prazeres da vida:
  >> Dormir tarde e não ter hora pra acordar.
>> Ouvir sua banda preferida e cantar junto (no volume máximo).
>> Passar o dia todo vendo desenho animado.
>> Ler um livro desobrigadamente.
>> Andar pelas ruas da cidade só pelo prazer de andar.
  >> Ver as fotos antigas e rir de si mesma (e das amigas).
>> Comer um bridadeiro de panela num dia de domingo oco.
>> Num dia frio de agosto... não sair de casa, nem da cama.

Mas, cadê?

Obrigações, prazos, responsabilidades...

Bem-vinda à realidade, Alice!

sábado, 18 de outubro de 2014

O inferno são os outros mesmo

Normalmente, nas minhas abordagens de campanha, sempre encontro a maioria absoluta das pessoas bem receptiva e certas ou propensas a votar em Dilma.

Hoje, voltando pra casa, num ligeirinho, puxei assunto com o motorista. Ele desconversou, mas disse que é 'contra tudo que aí está'. Eu já nem quis alongar mais papo.

E eis que uma senhora desperta pra conversa no banco de trás e eu, inocentemente, imagino que ela irá dizer "É claro que temos que votar em Dilma, ela fez tanto por esse bairro, veja quantas unidades do Minha Casa, Minha Vida..."

Mas, nãaaaaaao... O que ouvi foi algo do mais alto grau de coxinhagem, de pensamento conservador e reacionário.

"Você acha certo homem dormir com homem e mulher com mulher?"
Eu: "Hã?"
"É isso mesmo. Ela é a favor disso."

Eu de novo não quis entrar no embate, gastar minha rica energia vital com coisas insolúveis em um tempo tão reduzido. Mas, ainda tive que ouvir:
"Ela vai é pro inferno. E todo mundo que vota nela também."

Limitei-me a dizer: "Não tem importância. Eu não acredito no inferno."
E desci.

Assim, se tiver inferno... espero que pelo menos tenha muuuuuuuuuuuuuuuito rock n'roll.